Carboidrato

COMBUSTÍVEL DA VIDA



  Nosso corpo converte todos os carboidratos em glicose. A glicose é o combustível das nossas células e produz o calor e a energia para que o organismo realize todas as atividades requeridas ao longo do dia. Portanto os carboidratos são indispensáveis ao ser humano.

Há dois tipos de carboidratos:
Simples: são moléculas pequenas que dão o sabor doce ao alimento. Estão presentes no mel, no leite, nas frutas, no açúcar de cana e nos doces em geral.

 
Complexos: são moléculas grandes. Estão presentes nos cereais (arroz, milho, trigo, aveia), nas farinhas feitas dos cereais e em seus derivados, como pães, macarrão, massas, pizzas, bolos, tortas e biscoitos. Os carboidratos complexos também estão presentes nos tubérculos, como na batata, na mandioca, no cará e no inhame.

A nossa dieta deve conter em maior quantidade os carboidratos complexos, e de preferência os integrais, que contêm mais fibras, como arroz integral, aveia, pães e massas integrais. As fibras tornam mais lenta a liberação de glicose no sangue, proporcionando um tempo maior de saciedade, além de auxiliar no bom funcionamento do intestino. Esses alimentos também possuem maior quantidade de vitaminas e minerais.

O que diferencia um carboidrato do outro é o modo como o nutriente é digerido, absorvido e utilizado e em quanto irá elevar a glicemia (índice glicêmico do carboidrato – I.G.).

Os carboidratos com alto índice glicêmico acabam causando uma queda brusca na glicemia após mais ou menos duas horas da ingestão do alimento. Essa queda da glicemia pode causar a necessidade de comer novamente, ou seja , a “fome”.

Os carboidratos refinados, como açúcar, farinha branca e arroz branco, apresentam um alto índice glicêmico. Carboidratos com baixo e médio índice glicêmico atingem a corrente sanguínea de forma lenta e contínua, promovendo a estabilidade da concentração de glicose no sangue, situação ideal para o nosso corpo.

Os carboidratos que apresentam menor índice glicêmico são os carboidratos ricos em fibras, como as farinhas integrais e aveias. Outra forma de diminuir o índice glicêmico dos carboidratos é inserir nas refeições um pouco de proteína ou de lipídios, devendo ser estes de origem vegetal. Um bom exemplo é o arroz com feijão: o arroz apresenta um alto índice glicêmico, mas o feijão, por apresentar fibras e proteínas, consegue diminuir o índice glicêmico da combinação.

Potanto, deve-se conhecer o tipo de carboidrato a ser ingerido, mas não evitar o seu consumo , pois , como vimos, ele é de suma importância para o corpo humano. Para alcançar uma dieta equilibrada, procure um nutricionista. Ele lhe indicará a quantidade correta de carboidratos a ser consumida, para que este não se torne o “inimigo” da sua balança.
(Fonte: Revista VIVER NUTRILITE – março 2005)